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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Declinação
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6ktwbk7Y_vw
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Borboletas Quando Choram

Virou o travesseiro por diversas vezes. Tentou telepatia e pediu que ele a visitasse em seus sonhos. Mas o sono não vinha. Deitou pra baixo, pra cima, tirou o lençol, se cobriu novamente... Até que apagou, deitada no chão, sobre um travesseiro.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Este ano, quero paz no meu coração...
E era pra ser assim dia vinte e quatro de dezembro:
um dia feliz e de paz.
No entanto, acordei em prantos
porque sonhei com meu avô...
sonhar até que é bom
mas acordar, não.
Voltar ao pesadelo da vida
quando a vida parece tirar toda a paz que o Natal merece ter.
Decaí no que me assombra
o meu vício constante
que me perturba tão constantemente
como se me afogasse em desespero
e eu pudesse sentir ao mesmo tempo
gozo e lágrimas
ardendo no meu peito
As escolhas ao longo do tempo
a aceitação
a tal da resignação...
como dóem!
Quando eu era criança e ouvia as pessoas desejarem "paz"
ao dizer, tão mecanicamente,
"Feliz Natal",
eu não entendia o que seria essa palavra
- naquele instante mágico da infância
e na condição sublime de se ter família -
e hoje eu rogo com todas as minhas forças:
"Paz, paz, paz, eu quero paz"
será que o tal "papai noel"
poderia me trazer esse presente
dentro de um sapatinho
na janela do meu quarto?
Eu juro que eu deixo ele lá,
não um sapatinho,
mas o meu sapato tamanho 40
e o meu coração
a se derramar sobre a lua
a espera de paz.
Por que é tão caro a algumas pessoas
dizer - o que quiser -
em tons doces de educação, respeito e carinho?
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Esperança, Educação!!!!

Tão iludidos... os meus alunos. E tão iludidos os professores, acomodados àquela situação medíocre, aos seus salários de miséria. Tudo o que eles queriam era dar uma boa aula, era fazer com que o aluno gostasse de estar ali, que aprendesse ao menos ler, escrever sua própria história ou fazer as próprias contas. No entanto, o que me dói mais é perceber quão iludida é a sociedade, arraigada nessa cultura hipócrita que a política brasileira impõe, de que a educação é prioridade quando não é jamais; Que entrega cotas depois de massacrar com os péssimos ensinos fundamental e médio; Que desmoraliza ao invés de incentivar, seus pobres brasileirinhos, famintos de oportunidades, de igualdade.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Adeus Ano Velho
sábado, 10 de dezembro de 2011
Tempo, tempo, tempo, tempo...

sábado, 3 de dezembro de 2011
Oh dúvida cruel!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Dando satisfação
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Aos meus irmãos de coração, pela vida que nos presenteia...
Não deixe de ouvir enquanto lê
http://www.youtube.com/watch?v=faqWafcTT6s&feature=related
A doraria abraçar você agora
D aria tudo pra estar ao seu lado
R ogo a Deus neste instante pra que te cubra de bênçãos
I gnoro o tempo ruim e
A bro as janelas da minha casa pra que a vida cante
N orteio os passarinhos pra que te
E ncontre, porque
C ertamente enfeitarão os seus jardins
E farão crescer as flores como na primavera
S erão infinitas as alegrias
A s letras todas rimadas
R odearão sua casa as borboletas
V elarão por ti os anjos todos
I rradiando luz, clareando sempre
D eixo, portanto, meu beijo e minha alegria
A mor, saudade e cantoria.
Alice Xavier
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
A lua e o mar
No meu quarto tem estrelas guardadas na escuridão dos olhos fechados
quando é noite e eu não posso dormir
porque o cansaço não me deixa repousar
e no céu do meu quarto tem passarinhos voando
aqueles com ramos nos bicos
outros com cartas pra mim
E eu também tenho asas pra desbravar o mundo
que estranho
que ternura de mundo a se revelar
Sim, eu fecho os olhos e aí eu posso ver
grilos
ouvir os curimins cantando nas florestas
em volta da fogueira
Levanto as mãos e alcanço
um pedaço de nuvem do céu
eu provo, é doce
eu sabia
Ponho o pé no chão
areia
mar
e perto do mar
um barquinho branco feito de papel
foi minha mãe que fez pra mim
navego no barquinho de papel
até a lua
e quem foi que disse que a lua não encontra o mar?
Nossa Senhora quietinha
ninando Jesus Cristo
e eu que pensava
que era São Jorge que vivia lá
Abro os olhos e não há mais nada
só a mesma fronha do travesseiro
o quadro na parede
o vento pela janela
e a televisão desligada.
Alice Xavier
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Por que eu amo meu marido?
domingo, 24 de julho de 2011
História do Meu Bisavô José Francisco Maciel
Nasci com uma paixão incrível pela música, pela arte e pelas histórias e, sinceramente, não sabia de onde tinha herdado. Sou apaixonada pelo som da sanfona e das cantorias com viola ou violão, tenho mania de desenhar e de caderninho de anotação. Contar histórias, escrever cartas, textos e poesias... minha dedicação.
Eu conhecia tão pouco da história de meu bisavô José, porque não pude conviver com o meu pai. No entanto, sempre me interessei pelas histórias de minha família e tenho um grande amor por todos. Guardo a sete chaves as cartas de meu pai, sua voz em uma fita antiga, escrevo-lhe poemas em noites de solidão, choro quando tio Ailton me liga e contemplo fotografias antigas como terapia pra alma. Reconheço-me em cada rosto, em cada história, procuro saber o nome, abraço com ternura meus velhos tios e primos e estes últimos, podem ter certeza, são os meus melhores amigos.
“Ah bão, né”... como dizia meu bisavô José, é com orgulho que agora conto um pouco do que aprendi sobre ele.
José Francisco Maciel nasceu em vinte e quatro de junho de mil oitocentos e noventa e três, na fazenda Barreiro Vermelho, Município de Crixás, Goiás. Filho de Ângelo Francisco Maciel e Antonina Laurência Seixas, foi batizado em Crixás por Joaquim Xavier Ferreira e sua esposa Maria do Carmo.
Quando tinha dezesseis anos sentiu-se obrigado a sair de seu lar materno a procura de conquistas e dias melhores. Instalou-se em “Goiás-Velho” onde concluiu o primeiro grau, morando e trabalhando como balconista com o senhor André Batista de Alencar. Passou por Ipameri, Morrinhos e Catalão. Exerceu a profissão de delegado de polícia de quarteirão, balconista, secretário de Engenheiro. Sempre foi querido pelos patrões, com os quais aprendeu muito.
Através do seu trabalho como auxiliar de agrimensor em Pires do Rio e Morrinhos tinha acesso a estrada de ferro. Conhecia pessoas de diversos lugares, trazendo as novidades para nossa cidade. Foi ele quem trouxe a primeira escova de dentes para a região.
José casou-se com Carolina Xavier Ferreira, que passou a se chamar Carolina Xavier Maciel. Residiam em Crixás, onde aprendeu um novo ofício, trabalhando como mestre de obras das construções da Lavra, local de extração de grande quantidade de ouro. E por aí seguiu, laborando como comerciante, sapateiro, boiadeiro e fazendeiro. Trouxe para Crixás muitas novidades para a época, diversas qualidades de frutas e flores (abacate, manga, jabuticaba...), Formou um pomar como o nome de “Quinta”. Foi também o primeiro a fazer cerca de arame farpado no município. O arame foi trazido no lombo de burros e cavalos, pois não havia estradas nem carros.
Foi uma pessoa amiga, muito divertida, gostava de contar histórias e piadas. Tocava flauta, gaita, sanfona e cantava. Gostava de ajudar o próximo. Como naquela época não havia nem médicos nem farmacêuticos, ele medicava os doentes com orientações baseadas no livro chamado: “Guia Prático da Saúde”. Como também não havia professores na região, ele fazia “Cartilha manual”, e ensinava os vizinhos a ler, escrever e contar. Acreditava no futuro, e por isso se empenhava em construí-lo, enfrentando barreiras, inclusive físicas, para contribuir da melhor forma possível. Gostava de se manter informado, principalmente sobre a política de seu país, assunto pelo qual era bastante conhecedor.
José e Carolina casaram-se em 17 de Julho de mil novecentos e dezessete, e em Junho de mil novecentos e dezoito nasceu o primogênito, de muitos filhos, Laudelino Xavier Maciel(falecido), seguido de Nair Xavier Maciel (falecida), Jocelino Xavier Maciel, Jolina Xavier Maciel, Cristiano Xavier Maciel, Leolino Xavier Maciel (falecido), Joaquim Xavier Maciel, Tomaz Xavier Maciel, Arcelino Xavier Maciel (falecido), Jovercina Xavier Maciel (falecida), Antônio Xavier Maciel, Eclair Xavier Maciel, Manuel Xavier Maciel (falecido), Maria Xavier Maciel (falecida), João Xavier Maciel (falecido) e José Maciel Filho.
Era uma família muito alegre, gostavam de festas, de dançar e tocar alguns instrumentos. Tinham em casa cavaquinho, viola, caixa, pandeiro e sanfona. Uma família frondosa que admiro e amo muito, fruto do amor e da perseverança de José Maciel e Carolina.
José Maciel veio a falecer em vinte de dezembro de 1964. Foi bom esposo, filho, pai, sogro, avô e bisavô; Bom amigo e grande conselheiro. Faleceu na Fazenda Santo Antônio da Boa Vista, onde residia. Deixou muita saudade, de filhos, genros, noras, netos, bisnetos e filhos adotivos, demais parentes e amigos.
Creio que haja diversas histórias sobre a vida deste homem que fez história por sua postura inovadora e carismática. É nobre a reunião desta família para recordar e homenagear quem nos dá identidade, raiz, união através da força e do amor. Segundo depoimento do meu tio Ailton, vô José era uma pessoa muito organizada e avançada para a época. Confeccionava botinas e chinelos usados por toda a família. Além de calcados, ele fazia bolsas e cabeçadas (que seriam usadas em cavalos).
Ensinava os filhos a rezar e os reunia ao luar para contar histórias de sentido educativo. Ao contar um caso, parava por um instante, puxava o cigarro de palha para a direita e para esquerda e ao continuar dizia “Abão Né” e prosseguia.
Creio que Vó Carolina não era diferente das outras avós: esperta, brava, mas muito bondosa e carinhosa. Tenho certeza que Tio Zequita e Tio Ailton ainda se recordam, com saudade, do grande banco de Jatobá, onde brigavam pelo colo da vó, na cozinha do Sítio Santo Antônio da Boa Vista.
Vó Carolina, quando viajava, ia na frente com o seu cavalo “Sereno”, um dos cavalos em quem meu pai e meu tio, gostavam de montar. E é assim que imagino o meu bisavô e a minha bisavó: no lombo de um cavalo, ensinando os netos a cavalgarem, rumo ao mundo, em busca de conhecimento e transformação, mas também em busca do sentido da vida, da valorização da família, do amor, de Deus.
Que essa família cresça sempre unida, no amor e no respeito, mas sempre consciente das verdadeiras origens, recordando com carinho e seguindo os bons exemplos do nosso grande homem José Francisco Maciel.
Um grande abraço a todos e que, de uma forma ou de outra, possamos estar sempre juntos. Quem sabe um dia, debaixo de uma árvore, ao luar, pra contar histórias...
sábado, 23 de julho de 2011
Reencontro

Meu amor é como o sossego em noites de lua cheia, quando o azul do céu se encontra com o azul do mar, e o canto das ondas silencia a minha alma.
Alice Xavier
sábado, 16 de julho de 2011
Menino Passarinho
Quando menina, estudei dois anos em uma escola pública de Goiânia. Na escola, tinha um grupo de coral em que eu entrei logo, logo, já que era o meu sonho saber cantar. A primeira música que aprendi foi "Prelúdio pra ninar gente grande", de Luiz Vieira, que fala de um menino passarinho. Essa música marcou minha vida para sempre, talvez porque essa ideia de ser passarinho, ou de querer voar, sempre esteve presente comigo. Até hoje, sonho que estou voando, sobre o mar, sobre as árvores, longe das multidões e dos edifícios que cobrem as estrelas.
Minha prima e melhor amiga Ana adorava me ouvir cantá-la e me pedia sempre pra que eu cantasse pra ela, tocando no violão. Quando Aninha morreu, aos vinte cinco anos, lhe escrevi uma poesia, que também se chamava 'menina passarinho'. Porque eu sonhava com ela sobrevoando as nuvens, cantando a mesma canção. Nos sonhos, eu lhe oferecia rosas, e as rosas nasciam em seu jardim.
Há pouco tempo, minha amiga e professora do mestrado, também grande escritora Maria Sueli de Regino, publicou um novo livro: 'Menino Passarinho". Imaginem a minha euforia e a minha vontade de ler o seu livro. E para minha alegria, ela deu um exemplar para meu filho Luis Felipe, porque, como ele ama Mitologia Grega, iria adorar a parte em que ela conta a história do Minotauro, de Teseu e Ariadne.
Depois do Luis Felipe, tive o prazer de ler a história. E enquanto eu lia, eu, simplesmente, voava. Como se a história me levasse pra o habitat natural dos pássaros, sem prédios, nem poluição. Para a paz verdadeira, um vento calmo e tranquilo como o das manhãs. Canto de passarinho era o que eu ouvia e por mais que a triste realidade de uma criança abandonada estivesse ali, estava também a esperança, a luz que persiste na alma humana e também na coragem de quem faz educação de verdade.
Queria essa coragem e a dedicação de Mariana, ou a pureza de Curió ou ainda o amor tão verdadeiro de seu Vicente, aquela vontade imensa de viver e a certeza de que os sonhos se realizam. Que bom poder aprender com eles, voar com eles nessa aventura linda e merecedora de todos os aplausos e coro de passarinho.
Sueli, muito obrigada!
Alice Xavier
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Minha vida segundo Jim Morrison

(Gostei da brincadeira!)
Você é um homem ou mulher: L.A. Woman
Descreva-se: Wild Child
Como você se sente: Five to One
Descreva o local onde você vive atualmente: Love Street
Se você pudesse ir a qualquer lugar, onde você iria? Alabama (Song)
Sua forma de transporte preferido? The Crystal Ship
Seu melhor amigo(a): 4 Billion Souls
Você e seu melhor amigo(a) são: Riders on the Storm
Qual é o clima: Touch me
Hora do dia favorita: The end
Se sua vida fosse um programa de TV, como seria chamado: Hello, I love you
O que é vida para você: A feast of friends
Seu relacionamento: Light my fire
Seu medo: when the music's over
Qual é o melhor conselho que você tem a dar: Break on Through (to the Other Side)
Pensamento do Dia: You are Lost Little Girl
Seu lema: Love me Two Times

